domingo, 10 de janeiro de 2010

Será que é mesmo Direitos Humanos?

Este novo decreto sobre o Programa Nacional de Recursos Humanos mistura alhos com bugalhos. Ele tem alguns pontos bons, mas vou me restringir a três que causaram grande polêmica.

Primeiro, gostaria de saber que ‘amplo debate’ foi esse em que nem o ministro da Agricultura foi ouvido com relação a pontos de grande relevância como a reintegração de posse, que, se hoje com ordem judicial já está dificil, imagine ter que negociar enquanto sua propriedade está sendo destruída por este vândalos que se intitulam Sem-Terra.

Segundo, a Comissão da Verdade que mexe com a Lei da Anistia (e para mim é puro revanchismo dos comunistas que estão no poder), notadamente o Secretário Paulo Vannuchi, que foi preso de 1971 a 1975, será que os sequestradores também vão querer ser “entrevistados”, já que sequestro é crime hediondo, previsto na Constituição?

Terceiro, e para mim o mais importante, é a ideia estapafúrdia (provavelmente inspirada no facistoide Ditador chamado Chávez), de criar uma comissão governamental para acompanhar a produção editorial das empresas de comunicação. É a volta da censura que eles tanto combateram. Será que agora não vale mais só por que estão no poder?

Vamos pensar e nos mobilizar para defender realmente os Direitos Humanos, colocar na cadeia quem trata os seus empregados em condições análogas à de escravidão, e não ficar negociando com vândalos que invadem e destroem terras produtivas.

Vamos nos mobilizar pela liberdade de imprensa para que sejamos realmente informados do que acontece. Luto por isso antes que me cerceiem a liberdade de escrever um blog.

E, para finalizar, com todo respeito ao seu passado de lutas, se o Sr. paulo Vannuchi quiser sair, a porta da rua é serventia da casa.

Ótima semana a todos   Ver artigo no Blog do Noblat

César

2 comentários:

  1. Cesar,

    Vamos por partes, como diria Jack:

    Concordo que não houve nenhum amplo debate para esse Programa Nacional de Recursos Humanos, a não ser que eles chamem de "amplo debate" a meia dúzia que, sob as ordens do Paulo Vanucchi elaborou o tal documento.

    E muito pior é complacência com que os "Sem-Terra (?)" estão sendo tratados. Pergunta-se: Como ficam os cidadãos desempregados desse país? Para estes que, sempre com as mãos estendidas em busca de uma oportunidade são incapazes de cometer qualqeur ato de vandalismo em sinal de protesto, não se vê esta complacência toda por parte do governo, a não ser o programa do "Seguro-Desemprego", quando o que deveria haver era "Emprego Seguro".

    A questão da "Comissão governamental para acompanhar a produção editorial das empresas de comunicação", não é só a volta da censura é um retrocesso na instituição "democracia" pela qual tanto lutamos, é negar a Constituição Federal de 1988 no seu capítulo dos Direitos do Cidadão e isto vai repercutir em todas as conquistas realizadas ao longo desses anos em que saímos do regime ditatorial implantado e gerido com mãos de ferro pelos militares.

    Mas isto rebate no seu parágrafo a respeito da Lei de Anistia. Na minha opinião o Brasil tem sim uma dívida moral com as famílias dos perseguidos políticos e com os mortos pelo regime militar. Permita-me discordar. Pode ser que da forma como o Vanuchi redigiu no tal documento não tenha ficado muito claro, mas que tem que reparar os erros cometidos, isto tem.

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  2. Temas,
    concordo com tudo o que disse e, quanto ao último parágrafo o Lula já admitiu a mudança do texto de moda que valha para os dois lados. várias familias que sofreram com a ditadura estão sendo indenizadas, se é que pode haver indenização para aquele tipo de sofrimento. O que o S. Paulo vannuchi esqueceu foram os sequestradores que, de algum modo torturaram sua vitmas.
    Tenho fé que a justiça não deixe passar este texto como está para não retrocedermos.
    Sem falar que o Presidente disse que não sabia nem a ministra chefe da casa civil (ex-terrorista) sobre o conteúdo total do Plano. Um assina sem ler (talvez pela dificuldade de leitura - que maldade a minha e a outra, chefe da casa civil desconheçe. Como diria um grande amigo meu, já falecido. me faça uma Garapa.
    Obrigado pelo coment[ário

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