Na última segunda feira 2009, assisti a uma retrospectiva dos programas do ano e meu sentimento foi um misto de vergonha e medo pelos caminhos que o Brasil está trilhando.
Apesar de ter achado graça nas situações, fiquei envergonhado ao ver os congressistas, tanto Senadores quanto DePUTAdos, se esquivarem de perguntas sobre “castelos”, “se lixar para a opinião pública”, propinas, e até mesmo o total desconhecimento de alguns deles sobre as matérias que estavam indo a votação em plenário.
O antigo “paladino da moralidade” dePUTAdo José Genoíno, ex-guerrilheiro no Araguaia, além de não responder às perguntas era grosseiro no tratamento, chegando mesmo a empurrar um dos repórteres.
E nós, que importância temos quando mandamos um Projeto de Lei, de iniciativa popular como prevê a Constituição, com mais de um milhão e trezentas mil assinaturas para barrar a candidatura de “Candidatos Ficha Suja” e o mesmo sequer é posto em discussão.
E a tão prometida reforma no Senado, os escândalos envolvendo José Sarney? O Natal já passou e, no Distrito Federal, o que será feito com os Panetones do Arruda?
Vamos nos mexer. 2010 é ano de eleição, vamos limpar o congresso tirando de lá esta corja de malfeitores.
Ótimo ano a todos
César
Olá Cesar. ótima postagem de início de ano. Me chamou a atenção especialmente quando fala das assinaturas, que mesmo diante de tantos clamores, suas "vozes" são literalmente ocultas neste grande jogo de interesses.
ResponderExcluirE com você, concordo, que este ano seja mais um ano político, mas com consciência eleitoral.
abraços, bom inicio de ano
Oi Cesar,
ResponderExcluirMuito bom o seu texto.
Diferentemente de você, quando assisti à retrospectiva o sentimento que me invadiu é o de que estava tudo se repetindo, entra ano e sai ano.
De forma que milhões de assinaturas em Projetos de Lei não vão dar em nada: Onde já se viu por Raposas (no sentido literal) para tomar conta de galinheiros?
Nossa arma são os nossos dedos: é dedinho no teclado conscientizando as pessoas das nossas listas para que votem em candidatos que efetivamente tenham trabalhado e apresentado um comportamento digno, se forem postulantes à reeleição ou para votar em candidatos que apresentem proposta de trabalho coerente com os anseios dos brasileiros; e é o dedinho naquela maquininha chamada "Urna eletrônica" digitando "NULO" ou BRANCO" se os candidatos forem as mesmas figurinhas carimbadas que "não estão nem aí para a opinião pública".
No dia em que nós, brasileiros e brasileiras, anularmos um processo eleitoral por absoluta rejeição dos candidatos, a coisa muda.
Isto pode parecer utopia, mas é perfeitamente factível.
O que não podemos é perder a fé, a esperança e a capacidade de indignação.
Abs.