domingo, 31 de outubro de 2010

Tristeza com as Eleições

 

Acabei de Voltar, depois de Votar. Faltam 80 minutos para o início da apuração, que infelizmente eu imagino o resultado: vamos aturar Dilma pelos próximos 4 anos. Não que Serra fosse o candidato dos meus sonhos, mas é infinitamente melhor que Dilma.

Mas por que tristeza, o título deste post? 2 casais de amigos dos meus filhos, eleitores de Serra, viajaram ontem para a praia dizendo que os votos deles não iriam fazer diferença. Assim foram várias pessoas e aí incluo eleitores de Dilma que também acham que o voto não faria diferença.

Em minha casa, de 5 pessoas consegui 4 votos para Serra, o quinto anula o voto desde a segunda eleição de Lula (votou apenas no primeiro mandato). Acho que os nossos votos farão diferença, sim.

A partir de amanhã, começarei uma nova campanha: o Fim do Voto Obrigatório. Já que existem pessoas que preferem viajar a tentar contribuir para a decisão dos destinos do país (vale para os dois lados) e, outros, como meu filho mais velho, que preferem anular o voto. Por que deixá-lo obrigatório?

Fiz campanha para Marina no primeiro turno e para Serra no segundo. A partir do resultado serei um vigilante crítico do Governo, apoiando o que ele fizer de bom mas buscando, de toda maneira, forçar a apuração e punição do que fizer de errado.

De uma forma ou de outra, viva a Democracia que nos permite votar e que eu possa escrever estas linhas sem ser punido (pelo menos por enquanto).

Um forte abraço a todos, tanto os eleitores de Serra quanto os de Dilma (desde que tenham votado por convicção).

E que Deus nos ajude!

César

PS: Dos males o menor, moro em um estado não dirigido pelo PT. Graças a Deus

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Carta aberta ao Dr. Theotonio dos Santos

Publiquei esta resposta no blog do Dr, Theotonio comentando uma carta aberta que ele mandou ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

Dr. Theotonio,

Antes de qualquer coisa, quero pedir desculpas caso se sinta ofendido pelos meus comentários. Afinal, o Sr. é 22 anos mais velho que eu. Não é essa a minha intenção.

Recebi uma cópia da sua carta aberta a Fernando Henrique de uma pessoa que prezo muito, com a recomendação que eu lesse todo o artigo com muita atenção, coisa que o fiz, mas poderia não ter feito, pois não precisava chegar até o final para ver o quão errado estava o texto, da mesma forma que numa refeição não preciso ir até o fim para descobrir que a comida está estragada.

Logo no início, a sua análise sobre o Plano Real, para alguém com tantos títulos, beira a ingenuidade. Ou isso, ou quer fazer pouco da inteligência dos leitores.

De 1980 a 1993, o Brasil teve quatro moedas, cinco congelamentos de preços, nove planos de estabilização, onze índices para medir a inflação, 16 políticas salariais diferentes, 21 propostas de pagamento da dívida externa e 54 mudanças na política de preços. Em 1986, durante o governo de José Sarney, foi lançado o Plano Cruzado, que tirou três zeros da moeda corrente até então (o cruzeiro) e deu-lhe o nome de cruzado. Além disso, houve o congelamento de preços e salários e o estabelecimento do gatilho salarial - os rendimentos eram disparados cada vez que a inflação atingia 20%, e neste período houve o plano Collor, com seu tiro certeiro de nos deixar com Cz$ 50,00. Vale ressaltar que ambos os responsáveis são agora admiradores de Dilma.

Dizer que foi obra de uma conspiração do universo e que qualquer um teria feito é renegar um trabalho bem feito. Por que os nossos irmãos argentinos não fizeram?

Outro ponto que me chamou à atenção foi uma certa mágoa em relação a FHC. Acredito que haja algum assunto mal resolvido dos anos 60. Estou errado?

Sem esquecer que, em uma carta aberta, uma pessoa com tantos títulos deveria ter um pouco de preocupação com a língua pátria. Atribui isso ao fato do Sr. estar acostumado a escrever em espanhol, já que é admirador de Chávez.

Outro ponto de preocupação que tive ao ler os comentários feitos em se blog foram algumas frases curtas de concordância se referindo ao Sr. como Professor. Admitindo que foram seus alunos, imagino que não estudaram a história do país.

Quando lecionava na faculdade, sempre procurei criar uma consciência crítica nos meus alunos, tanto os que concordavam quanto os que não concordavam com as minhas ideias. Este, ao meu ver, é um dos papéis da Academia.

Por falar em Academia, outra pessoa que prezo muito a definiu como uma Fogueira de Vaidades. Pelo teor do seu artigo só tenho a concordar com ele.

De público, quero também fazer um mea-culpa e confessar a minha total ignorância. Vou plagiar um personagem de Chico Anísio, Alberto Roberto quando dizia, o Sr é o FAMOSO QUEM?

Por favor não faça pouco caso da inteligência dos outros

Boa sorte

Cesar

domingo, 3 de outubro de 2010

Ainda há esperança

Sempre ouvi um ditado, cuja autoria desconheço, mas sei que se referia a futebol: “O jogo só termina quando acaba”. Isso era particularmente verdadeiro com relação ao meu time, nos seus bons tempos, o BAÊAAA.

Agora ganhamos a esperança de virar o jogo na candidatura à Presidência da República. Vários amigos e parentes, apoiadores do pt (o minúsculo é proposital ao tamanho que considero deste partido) já consideravam o jogo ganho no primeiro turno, vamos para a prorrogação.

Teremos mais tempo para apurar as falcatruas deste governo, os descaminhos recorrentes da Casa Civil, Zé Dirceu, Erenice e nos outros Ministérios.

Vamos redobrar a vigilância. Votei em Marina no primeiro turno mas com absoluta certeza vou de SERRA no segundo e torcendo fervorosamente para que ocorra como acontecia com o BAEA nos seus bons tempos, virar o jogo na prorrogação.

Os posts serão mais frequentes nesta reta final

Ótima semana

César