sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Um Balanço da política em 2010

Agora que o ano termina, quero fazer algumas reflexões, abrangendo todos os poderes:

Judiciário:

Tentou remendar uma decisão equivocada do Ministro da Justiça de conceder asilo político a Battisti, acusado de assassinatos na Itália. Julgou que não era procedente o asilo, mas remeteu ao Presidente da República a decisão de extraditá-lo ou não. E Lula não extraditou.

Legislativo:

Nem vou comentar o auto-aumento concedido na calada da noite. Neste festival, os únicos salários que eu considerava baixos eram os do Presidente, Vice e Ministros.

Por outro lado, falam muito do Tiririca, referem-se a ele como “O Palhaço”. Palhaço somos nós que votamos em Deputados que não sabem o que significa ENEM, vão para votação de tributos e não sabem o que significa CSLL, não sabem em que regiões ficam os estados do Brasil.

Este é o Legislativo que elegemos, que se concede 3 meses de férias às nossas custas.

Executivo:

Fez algumas coisas interessantes em prol do País, quando não esteve em viagem (423 dias), quase 1 ano e meio fora do Brasil.

Vamos falar do fim da festa:

Não extraditou o Battisti (para mim, parte da culpa é da “Diplomacia Italiana”, que não pressionou “diplomaticamente”. Registrou em cartório até obras não licitadas no seu governo; para mim, foi o medo de que o próximo se apropriasse de algumas realizações, como ele fez com FHC.

Ah, quase esqueci de mencionar: foi votada uma MP que estabelece cotas para negros no Itamaraty.

Concluindo, foi um ano para esquecer. Vou iniciar 2011 com dois objetivos políticos:

1) Voto Facultativo

2) Parlamentarismo já.

Desejo a todos um 2011 repleto de sucesso, realizações e muita saúde.

Abraços

César