sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O CQC e o Congresso

Na última segunda feira 2009, assisti a uma retrospectiva dos programas do ano e meu sentimento foi um misto de vergonha e medo pelos caminhos que o Brasil está trilhando.

Apesar de ter achado graça nas situações, fiquei envergonhado ao ver os congressistas, tanto Senadores quanto DePUTAdos, se esquivarem de perguntas sobre “castelos”, “se lixar para a opinião pública”, propinas, e até mesmo o total desconhecimento de alguns deles sobre as matérias que estavam indo a votação em plenário.

O antigo “paladino da moralidade” dePUTAdo José Genoíno, ex-guerrilheiro no Araguaia, além de não responder às perguntas era grosseiro no tratamento, chegando mesmo a empurrar um dos repórteres.

E nós, que importância temos quando mandamos um Projeto de Lei, de iniciativa popular como prevê a Constituição, com mais de um milhão e trezentas mil assinaturas para barrar a candidatura de “Candidatos Ficha Suja”  e o mesmo sequer é posto em discussão.

E a tão prometida reforma no Senado, os escândalos envolvendo José Sarney? O Natal já passou e, no Distrito Federal, o que será feito com os Panetones do Arruda?

Vamos nos mexer. 2010 é ano de eleição, vamos limpar o congresso tirando de lá esta corja de malfeitores.

Ótimo ano a todos

César

Retrospectiva CQC 1

2 comentários:

  1. Olá Cesar. ótima postagem de início de ano. Me chamou a atenção especialmente quando fala das assinaturas, que mesmo diante de tantos clamores, suas "vozes" são literalmente ocultas neste grande jogo de interesses.
    E com você, concordo, que este ano seja mais um ano político, mas com consciência eleitoral.
    abraços, bom inicio de ano

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  2. Oi Cesar,

    Muito bom o seu texto.

    Diferentemente de você, quando assisti à retrospectiva o sentimento que me invadiu é o de que estava tudo se repetindo, entra ano e sai ano.

    De forma que milhões de assinaturas em Projetos de Lei não vão dar em nada: Onde já se viu por Raposas (no sentido literal) para tomar conta de galinheiros?

    Nossa arma são os nossos dedos: é dedinho no teclado conscientizando as pessoas das nossas listas para que votem em candidatos que efetivamente tenham trabalhado e apresentado um comportamento digno, se forem postulantes à reeleição ou para votar em candidatos que apresentem proposta de trabalho coerente com os anseios dos brasileiros; e é o dedinho naquela maquininha chamada "Urna eletrônica" digitando "NULO" ou BRANCO" se os candidatos forem as mesmas figurinhas carimbadas que "não estão nem aí para a opinião pública".

    No dia em que nós, brasileiros e brasileiras, anularmos um processo eleitoral por absoluta rejeição dos candidatos, a coisa muda.

    Isto pode parecer utopia, mas é perfeitamente factível.

    O que não podemos é perder a fé, a esperança e a capacidade de indignação.

    Abs.

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