segunda-feira, 7 de junho de 2010

Começou a Baixaria

A guerra dos dossiês começou mais cedo nesta eleição.

É espionagem e contra espionagem, arapongas e aloprados.

Será que não podemos ter uma eleição onde se possa comparar as propostas de governo, o preparo dos candidatos e o que se pode esperar deles?

Quero ouvir a Marina e o Serra.

Com base em minhas convicções, dos três candidatos, tem uma em que não vou votar por não compactuar com o governo do PT que, a meu ver, rompeu com tudo aquilo que pregava quando estava na oposição. Falava de corrupção e bateu recordes, foi contra a CPMF e tentou até ‘ressuscita-lá depois de morta’, foi contra a lei de responsabilidade fiscal e depois passou a defende-la. Faltaria espaço para enumerar o que os psicólogos chamam de dissonância cognitiva.

Se vivo estivesse, o filósofo dinamarquês Sören  Kierkegaard diria: “Suas ações falam tão alto que quase não consigo ouvir o que você está me dizendo”.

Uma ótima semana a todos

César

2 comentários:

  1. Cesar, concordo com o filosofo de nome difícil, porque as palavras ditas ou escritas representam menos de 7% daquilo que você projeta para o mundo,ou seja “ palavras" só ganham forças quando ancoradas em suas ações.
    Quem sabe se os nossos políticos não lêem o seu blog e passem a tomar cuidado com as sua ações e descubram que promessas quebradas, comportamento diferente daquele acordado e desculpas esfarrapadas só servem para atrapalhar, porque na verdade será avaliado pesadamente por suas ações e não por suas desculpas, dessa forma o agir consiste no grande diferencial.
    Abraços e parabéns mais uma vez

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  2. Caro César,

    Muitas águas ainda vão rolar por debaixo da ponte:

    Li, semana passada, a entrevista de Dilma Roussef nas páginas amarelas de Veja, esta semana foi a vez de José Serra, aguardemos a próxima semana para ver o que Marina Silva vai dizer.

    A julgar pelo que os dois primeiros disseram mantenho a minha posição: Campanha do voto nulo - Não votando em nenhum dos candidatos serão realizados tantos pleitos eleitorais quanto forem necessários até aparecer um candidato confiável.

    O Brasil precisa acabar com esta estória de "carreira política" dominada por clãs como se fosse "BEM DE FAMILIA" que se transmite de geração em geração.

    Exijamos o direito de eleger e "DESeleger" se o eleito não corresponder às expectativas em no máximo 01 (um) ano, através do voto livre e aberto.

    Havendo transparência, só se candidatará quem realmente estiver disposto a "PRESTAR SERVIÇO PÚBLICO", desestimulando os políticos carreiristas e desonestos que usam os seus mandatos para se enriquecerem sem trabalhar.

    A possibilidade de ser eleito e deposto em curto prazo por incapacidade e improbidade administrativa , aplicando "ipsi literis" a Lei 8429/92 é uma maneira de levar os políticos a pensarem duas vezes antes de celebrarem os "acordos" entre partidos com a desculpa de garantir a governabilidade.

    A governabilidade acontecerá naturalmente na medida em que houver efetiva participação social nos destinos do Brasil.

    Continuemos alertas e críticos.

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