"Morta" em dezembro de 2007, sob ameaças do governo de que a saúde iria se deteriorar, por falta de recurso. Mesmo Lula, que quando estava na oposição lutou bravamente pela não aprovação do então Imposto Provisório sobre Movimentração Financeira - IPMF, fez um "mea culpa". Aliás - que só foi "provisório" por breves momentos (ficamos alguns meses sem ele) e depois, além de ressurgir como CPMF, demorou muito para cair, após sucessivos aumentos de alíquota que, dos iniciais 0,25% terminou com, 0,38%, na data do seu "falecimento".
No início, era o chamado Imposto da "Saúde", uma grande ironia pois, além de ser desvirtuado, deixou "doente" grande parte da classe média que, ao contrário dos mais ricos não tinha mecanismos para "driblar" o seu pagamento.
O alegado déficit da saúde não se concretizou pois, mesmo com um ano sem CPMF o governo bateu recorde de arrecadação em 2008.
Aproveitando a comoção nacional com o surto da gripe H1N1, o governo tenta, mais uma vez ressucitar a malfadada contribuição, alegando que a situação da saúde está deste jeito por falta dos recursos da CPMF. Pura mentira: desde que foi criada, em 1993, no governo de Itamar Franco, os desvios à sua real utilização foram constantes e sempre "embasados" em desculpas fantásticas.
Vamos nos mobilizar, vamos pressionar os deputador, vamos ligar para as rádios, escrever para os jornais, fazer abaixo-assinados, não só pela não aprovação desta contribuição, como também pela redução dos outros impostos. A nossa carga tributária já é uma das maiores do mundo e absolutamente incompatível com os serviços prestados.
Podemos considerar o sobrenome do ministro como muito apropriado, uma vez que Temporão também significa "Fora do Tempo", bem o caso dele.
Ótima semana a todos
César
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